Não tinha a menor chance
De ser este sonho que é
(Que nos casais dá olé!)
Até fazeres brotar flores
Nas frestas das pedras do chão
Germinando com afeto
A aridez do meu coração.
O quê fazer, minha querida
Para reparar os danos?
Lamber as feridas
E refazer os planos?
Seguir pelo prazer de ir?...
Ou ilhado se encaramujar
Na solidão esotérica
De mantras entoar?
O quê fazer no resto da vida:
Ficar pelo prazer de estar
Sem potência e à deriva?
Ou nova vela implantar
Pra de vento em popa velejar?...
Os cipós estão asfixiando
as florestas tropicais
formando clareiras nas matas!
Com seus abraços fatais
nos troncos das árvores
reduzem a absorção de CO2
matando-as antes de as derrubarem.
E o cipó assassino da árvore caída
ressuscita rebrotando em outra vítima
num ciclo sem fim e natural
de um silencioso desmatamento brutal.
As notícias comprovam:
Os desequilíbrios ambientais geram monstros!
Celso Afonso Lima é formado em Engenharia de Minas pela UFRGS, estudou jornalismo e filosofia e atualmente estuda Letras. Sem nenhum livro publicado, o autor escreve desde sua adolescência e se considera um "artesão das letras e palavras". O mundo maravilhoso dos blogs na Internet é como um grande “cordel virtual” que possibilita aos poetas amadores desengavetarem e pendurarem todas as suas obras, feito peças íntimas estendidas num varal ao sol do cyber-espaço, para a leitura dos internautas que navegam à deriva na rede.